Baú do Velocult relembra a história do GP do Bahrein

Por Fernando Martins


A Fórmula 1, tradicional por seus circuitos europeus, decidiu sentir o calor do deserto no começo dos anos 2000. Após acerto com a diretoria do evento, o Circuito Internacional do Bahrein começou a ser construído em 2002.


A pista é uma das mais modernas do mundo e começou a receber as provas da F1 desde 2004. Apenas em 2011 não houve corrida por lá.


Foto: Redes Sociais

O desejo de ter a competição anual em solo barenita era algo antigo. Com percurso de 5.412 metros, cada prova da F1 tem em média 57 voltas, o que totaliza pouco mais de 300 quilômetros.


Foto: Redes Sociais

O circuito foi construído bem no meio do deserto, 30 quilômetros distante da capital Manama. A previsão para conclusão da obra era de dois anos, mas o então chefão da F1, Bernie Ecclestone, pediu para que não levasse tanto tempo, diminuindo em seis meses.


Assim, com apenas 16 meses de obras, ao custo de 150 milhões de dólares, o circuito ficou pronto.


A pista foi desenhada pelo arquiteto alemão Hermann Tilke, que também fez o circuito de Kuala Lumpur e atualizou o Red Bull Ring em 1997 e Hockenheimring em 2002.


Hermann Tilke (Foto: Redes Sociais)

Desde 2014 a prova é disputada à noite. Outra curiosidade é que no pódio não são usadas as tradicionais champanhes, mas sim uma bebida não-alcoólica feita com água de rosas conhecida como Waard.


No ano passado, o vencedor foi Lewis Hamilton, com a Mercedes. O recorde de volta mais rápida não é quebrado desde 2005, quando o espanhol Pedro De La Rosa, com sua McLaren-Mercedes, cravou 1min31s447.


Os pilotos que mais venceram no Bahrein são Sebastian Vettel e Lewis Hamilton com quatro vezes cada. São seguidos por Fernando Alonso (três vitórias), Felipe Massa (duas vitórias) e Michael Schumacher, Jenson Button e Nico Rosberg com uma vitória cada.


Por equipes, a Ferrari lidera, com seis vitórias, seguida de perto pela Mercedes com cinco, Renault e Red Bull com duas, e a extinta Brawn com uma.


Por países, a Alemanha faturou seis vezes, seguida por cinco do Reino Unido, três da Espanha e duas do Brasil.

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